quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Rota mata 8 acusados de compor 'tribunal do crime' - geral - geral - Estadão

MARCELO GODOY E WILLIAM CARDOSO - Agência Estado
Policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) mataram no fim da tarde de ontem, terça-feira, em Várzea Paulista (SP), oito acusados de compor um "tribunal" do crime organizado que julgava um homem acusado de estupro, que também morreu. Outros oito suspeitos foram presos pelos policiais. Segundo a Polícia Militar, todos os acusados morreram porque reagiram e a ação foi classificada como legítima pelo comandante-geral, coronel Roberval Ferreira França. Nenhum dos 40 policiais que participaram da ação ficou ferido.
A mãe, o irmão, o padrasto e a vítima de estupro - uma menina de 12 anos - foram detidos quando saíam da chácara. Dentro do local foi achado o corpo do acusado de estupro - a perícia técnica vai determinar de qual arma saíram os tiros que o mataram.
O serviço de informações da PM havia recebido a informação de que bandidos suspeitos de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) iam se reunir em uma chácara para o planejamento de uma ação. Era um tribunal no qual um dos supostos integrantes da facção - irmão da menina - queria que fosse julgado o suposto estuprador. De acordo com a polícia, a Rota cercou a chácara e aguardou até o momento ideal para a abordagem.
Três carros deixaram o local, cada um seguindo em uma direção. Os veículos foram seguidos por cerca de um quilômetro, até que houve a abordagem a cada veículo. Segundo o Comando de Policiamento de Choque (CPChoq, do qual a Rota faz parte), dois suspeitos do primeiro carro foram mortos e outro preso. Em outro veículo, a ação também acabou em tiroteio, que deixou dois mortos e dois presos. No terceiro, estava a família da menina e não houve resistência.
Enquanto isso, homens da Rota invadiam a chácara na Rua Cambará, onde teria ocorrido o terceiro confronto. Ali mais cinco acusados foram mortos - um deles, o homem que era julgado pelo grupo - e cinco detidos. "Estamos ainda levantando as informações sobre o caso para identificar os acusados, mas um dos chefes do grupo era conhecido como Príncipe", disse o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. O comandante do CPChoq, coronel César Morelli, foi até a chácara acompanhar o caso - por ordem do secretário.
Com o grupo, a Rota informou que apreendeu duas espingardas de calibre 12, uma submetralhadora, sete pistolas, quatro revólveres, um colete à prova de balas, TNT, cordel detonante e cinco carros, um deles com explosivos que seriam desativados pelo esquadrão antibombas. Até a noite de ontem, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) removiam o material da chácara.
Legitimidade
Segundo o comandante-geral da PM, coronel Roberval França, a ação da Rota foi acertada porque era o que deveria ser feito diante de um "tribunal do crime". "Todos os indicativos atestam uma ação legítima", afirmou.
França disse que a denúncia foi feita diretamente à Rota por telefone, no meio da tarde de ontem. Parte dos envolvidos já foi identificada. "Seis criminosos. E todos têm extensa ficha criminal." Segundo o comandante da corporação, não foi possível saber até as 23h se alguma viatura foi atingida por tiros disparados pelos acusados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nokia apresenta novo smartphone N8

HELSINQUE - A Nokia revelou nesta terça-feira seu novo smartphone modelo N8, que contará com o novo software Symbian 3. O modelo - com câmera de 12 megapixels e tela sensível a toque de 3,5 polegadas - chegará às lojas no terceiro trimestre por 370 euros (US$ 493), excluindo-se subsídios e impostos.

Na semana passada, a Nokia reduziu sua perspectiva para o lucro anual e disse que o início das vendas de telefones com o Symbiam 3 foi adiada para o terceiro trimestre - fazendo suas ações caírem.

A Nokia ainda não possui um modelo topo de linha para desafiar o iPhone da Apple, mesmo três anos após seu lançamento. Seu último celular avançado foi o N95, de 2006.

sábado, 20 de março de 2010

Desbloqueio de celular independe de contrato com operadora, dizem entidades

Anatel aprovou nesta semana o desbloqueio sem custo para o cliente.
Idec e ProTeste afirmam que mudança é vantajosa para o consumidor.


O consumidor que quiser desbloquear o celular para usar chips de outras operadoras deverá ter seu pedido prontamente atendido pela empresa, segundo decisão da Agência nacional de Telecomunicações (Anatel). Órgãos de direito do consumidor ouvidos pelo G1 dizem que a regra vale mesmo que o cliente esteja atrelado a algum tipo de contrato de fidelização à prestadora do serviço.



A mudança promovida pela Anatel vale assim que a medida for publicada no Diário Oficial da União, o que, segundo a agência, deve ocorrer nos próximos dias.


Segundo especialistas em relações de consumo, é comum que operadoras de telefonia móvel neguem o desbloqueio do aparelho do cliente alegando que ele recebeu algum benefício (desconto em pacote de serviços ou aparelho grátis) e tem um período obrigatório de permanência naquela operadora.



“Agora está claro para o consumidor que, se ele compra um aparelho em promoção e fica fidelizado, não pode ser imposto o bloqueio em contrapartida. Antes não ficava claro”, explica Guilherme Varella, advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).



”Antes [da decisão desta semana] as operadoras atrelavam a fidelização ao desbloqueio do celular, e isso está desbloqueado a partir dessa interpretação da Anatel. Agora, a fidelização não pode impedir o desbloqueio”, diz a coordenadora da Pro Teste, Maria Inês Dolci.

O direito ao desbloqueio sem custos é benéfico para o consumidor, segundo coordenadora da Pro Teste. "Por que é bom para o consumidor? Porque ele pode usar o chip de outras operadoras no aparelho, conforme for mais conveniente pra ele. Se você vai viajar, por exemplo, pode comprar lá no exterior um chip e colocar lá para usar na viagem", explica. Fidelização x desbloqueio

Para Varella, a decisão representa um avanço para a liberdade do consumidor, já que obriga as companhias a só venderem aparelhos celulares que tenham possibilidade tecnologia de desbloqueio. “Algumas empresas estavam disponibilizando aparelhos com dispositivo ‘hard blocking’, que impedia tecnologicamente a troca do chip. Esse tipo de prática está proibida."



A própria Anatel ressaltou nesta-sexta-feira que a deicsão não interfere nos contratos de fidelização feitos entre operadora e cliente, que ocorrem quando o cliente se compromete a permanecer com uma prestadora de serviço por período determinado (de, no máximo, um ano) em troca de um benefício acordado previamente entre as duas partes.



"O rompimento do contrato por parte do usuário antes do prazo de permanência fixado no contrato (no máximo de 12 meses) poderá ensejar a cobrança de multa e outras penalidades fixadas previamente no contrato", afirma a Anatel em comunicado.



Segundo Varella, do Idec, a multa caso o cliente quebre o contrato de fidelização não pode exceder o valor equivalente a 10% do total de parcelas que ainda restam ser pagas. "Por exemplo, se fez um plano com a empresa para pagar R$ 60 por mês e ainda faltam seis meses para acabar o contrato, a multa pode ser de no máximo 10% dos R$ 360 que o cliente ainda precisaria pagar", diz o advogado.



De acordo com Maria Inês Dolci, o consumidor que enfrentar resistência ao desbloqueio ou demora por parte das operadoras deve reclamar imediatamente em órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e na Anatel, que regula o setor. A denúncia à Anatel pode ser feita pelo número 133 ou pelo site: www.anatel.gov.br.



Opinião das operadoras

O diretor de mercado da Oi, João Silveira, disse que a empresa, que só vende aparelhos desbloqueados desde 2007, comemora a decisão da Anatel. "Há uma resistência das outras operadoras em desbloquear. Já estava claro no regulamento, e a Anatel agora deixou mais claro. Nossa mensagem aos clientes é: desbloqueie seu celular na hora da compra."

A TIM disse que, desde 1º de fevereiro, só vende aparelhos desbloqueados e que faz o desbloqueio gratuito dos celulares dos atuais clientes, mediante apresentação da nota fiscal.

As operadoras Vivo e a Claro disseram que só vão se pronunciar sobre a decisão da Anatel depois que a súmula for publicada no Diário Oficial.

domingo, 5 de julho de 2009

Celulares da China caí no gosto do Brasileiro




Apareceram novas siglas no vocabulário de faxineiros, motoboys, porteiros e auxiliares de escritório que habitam as grandes cidades. São os "mpx" (mp7, mp8, mp9, mp10): telefones celulares contrabandeados da China, que captam a programação da televisão aberta em sinal analógico.
Contrabandeados supostamente via Uruguai ou Paraguai e com preços a partir de R$ 260, esses aparelhos estão se disseminando, para surpresa dos radiodifusores e das indústrias eletrônicas, que previram que a mobilidade da televisão aberta viria com a TV digital.
Eles se tornaram febre de consumo entre profissionais de baixa renda que moram a grandes distâncias do trabalho. ""A TV ameniza o estresse da viagem", afirmou o faxineiro Roberto Naves, 32. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele passa quatro horas por dia em ônibus e trens.
A qualidade da imagem é inferior à oferecida pelos celulares com função de TV digital, mas melhor do que a dos televisores analógicos de tela grande. Segundo fonte consultada pela Folha, 100 mil celulares com função de TV analógica foram vendidos, na cidade de São Paulo, nos meses de novembro e dezembro de 2008.
Na capital paulista e no Rio de Janeiro, a reportagem constatou a procura por esses produtos nos shoppings populares de informática e nos camelódromos. Segundo os vendedores, eles já lideram a venda de celulares, no comércio informal. Como entram no país sem pagar impostos, há modelos a partir de R$ 260. As embalagens não identificam o fabricante nem o país de origem. A marca mais presente é a "Vaic", imitação da Sony Vaio -linha de notebooks da Sony.
Tela sensível ao toque, câmera na frente e atrás, internet wireless e espaço para dois chips são alguns dos atributos dos aparelhos que são vendidos como "mpx". "Cada um põe o "mp" que quer", afirmou uma vendedora de uma galeria popular no centro de São Paulo. A confusão entre tecnologia -mp3 e mp4 são formatos de compressão de arquivos de áudio e de vídeo, respectivamente- e "evolução tecnológica" dá certo.
Quando o celular Nokia de R$ 1.200 do técnico judiciário Mauro Ramirez, 38, deu problemas e teve de ficar dias na assistência técnica, ele seguiu o conselho de um amigo e comprou, por 75% menos, um genérico "com mais recursos". Quatro meses depois, já estava à procura de um novo aparelho, "mais avançado" -o Nokia, já consertado, está "encostado".
Na "meca" brasileira do comércio popular de produtos de informática, é quase impossível encontrar celulares sem TV analógica. Em uma das galerias de Santa Ifigênia, o vendedor Luis Motoyama, 64, puxou a antena do celular "Vaic" e mostrou a tela com sinal meio falho ("lá fora é melhor"). Ele disse vender cerca de 400 aparelhos do tipo por mês, comprados por "jovens entre 15 e 30 anos". Ao menos a cada três meses novos modelos chegam. "Se a gente não vende [os antigos] logo, depois ninguém mais quer."
O serralheiro Antônio Ratão, 52, de Vilar dos Teles, zona norte do Rio, foi presenteado com um desses celulares, com design copiado do iPhone, de R$ 330. Ele usa o aparelho, sobretudo, para ver TV nos momentos de folga do trabalho. O mensageiro Ronaldo Marques, 36, de Paracambi, Baixada Fluminense, pagou R$ 260 por um menos vistoso. Ele disse que muitos passageiros dos trens veem TV durante as viagens.

Opção nacional
A aceitação do produto despertou o interesse de empresas em comercializar o celular, no Brasil, legalmente.
A primeira a se aventurar foi a EUTV, fundada por Yon Moreira, ex-presidente da Telefonica Empresas e ex-diretor da Brasil Telecom. No ano passado, ele obteve a homologação da Anatel para um modelo produzido pela chinesa E-Techco, que está à venda nas lojas e pela internet por R$ 599.
A diferença de preço para o produto contrabandeado, de cerca de 100%, deve-se, segundo ele, aos impostos e à melhor qualidade do material usado pelo fabricante na China. A Anatel também homologou um telefone com função de TV analógica fabricado pelo grupo estatal chinês ZTE, mas o aparelho ainda não chegou às lojas.
Moreira disse que foi "o primeiro atrasado" a perceber o potencial do mercado. Afirmou que, no Brasil, o hábito de ver TV no celular será criado a partir da população de baixa renda e que fabricantes do produto com sinal digital se beneficiarão disso no futuro.

terça-feira, 17 de março de 2009

iPhone 3.0 ganha, enfim, função 'copiar e colar' e mensagens multimídia

Nova versão do sistema operacional do telefone foi apresentada nos EUA.
Desenvolvedores ganharam novas maneiras de comercializar programas.

Do G1, em São Paulo
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Alvo de gozação por parte dos proprietários de outros aparelhos de telefonia celular, o iPhone vai ganhar, enfim, um sistema para permitir que o usuário copie e cole textos e imagens. Além disso, o gadget multimídia da Apple terá, em seu sistema operacional iPhone OS 3.0, a capacidade de enviar e receber mensagens multimídia via telefone celular - batizado de MMS -, função que surpreendentemente ficou de fora do aparelho até então.

Nesta terça-feira (17), a Apple apresentou as novidades previstas para o novo sistema operacional do telefone. O OS 3.0, que será disponibilizado no verão americano - inverno aqui no Brasil - oferecerá novas funções para os usuários e mais formas para os desenvolvedores criarem produtos e obterem renda com a venda destes programas. Donos do iPhone 3G e do aparelho original poderão fazer o upgrade de graça. Já quem tiver um iPod Touch terá que pagar US$ 9,95 para trocar o sistema operacional.

Para os usuários, o novo sistema oferecerá gravação de memorandos, um sistema de buscas integrado em todos os produtos - para procurar contatos, e-mails, compromissos e até mesmo músicas no iPod -, e a possibilidade de utilizar fones de ouvido estéreo sem fio.

Uma das principais reclamações dos usuários corporativos, a ausência de um sistema "push" de recebimento de e-mails automaticamente assim que eles chegam ao servidor, foi resolvida. "Era algo que queriamos ter resolvido no ano passado", afirmou o vice-presidente de desenvolvimento de software Scott Forstall.

A demora, segundo Forstall, acabou sendo benéfica para os usuários. O sistema "push" unificado poderá enviar mensagens de sistemas como MSN Messenger, Yahoo! Messenger e outros para o telefone, mantendo o usuário conectado a essas redes sem precisar deixar um aplicativo rodando o tempo todo no telefone. O aplicativo escolhido para cumprir essa função o Meebo.

"Chegamos a testar uma solução que permitiria que o aplicativo de mensagens rodasse no 'background'. Isso aumentou em 80% o consumo de energia do aparelho, então precisamos escolher outro sistema."

Embora os usuários tenham lucrado com as novas funções apresentadas nesta terça, as maiores mudanças ocorreram para os desenvolvedores de produtos. Agora, eles poderão utilizar sistemas de venda de assinaturas de conteúdo pelo iPhone, ou mesmo comercializar fases de um jogo separadamente. Para facilitar a vida do usuário, as negociações poderão ser feitas dentro do próprio programa.

Algumas interfaces, como o encaixe do cabo de sincronia do iPhone (batizado de "dock") e o Bluetooth agora têm regras menos restritas de comunicação com os programas. Isso significa que desenvolvedores poderão criar sistemas que façam o iPhone "conversar" com outros aparelhos sem fio, via Bluetooth, além de aparelhos que se liguem pelo "dock". Uma das sugestões dadas pelos desenvolvedores da Apple foi a criação de aparelhos médicos, como medidores de pressão, compatíveis com iPhone.



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domingo, 23 de novembro de 2008

"plataforma móvel de acesso".

O fenômeno ainda é incipiente, mas vai crescer: muitos usuários
preferem comprar celulares com banda larga a computadores
Há pelo menos três anos telefone celular vem se tornando um termo impreciso para definir grande parte desses equipamentos que também fazem ligações telefônicas. Em 2008, essa denominação praticamente caiu em desuso. Os novos aparelhos que chegaram ao mercado, muitos deles expostos nesta reportagem, poderiam ser mais bem definidos como "internet de bolso" ou, quem sabe, ressuscitar uma terminologia antiquada de quando não havia redes telefônicas celulares nem, menos ainda, acesso sem fio à web, fosse por wi-fi, fosse pelas redes 3G. Naquele tempo, os ancestrais desses aparelhos eram chamados de "organizadores portáteis". Mas a terminologia que deve predominar é "plataforma móvel de acesso".




Esses modelos se consolidaram como máquinas que fazem conexões velozes e permitem o uso de quase todos os recursos disponíveis via internet – troca de e-mails, acesso a páginas da web, a discos virtuais e até a administração remota de sites e de computadores pessoais. Lançado em junho de 2007, o iPhone foi o primeiro aparelho a radicalizar essa proposta. A maneira simples e intuitiva de interagir com o celular da Apple tornou-se uma obsessão na indústria. Todos copiaram. A versão 3G do iPhone, que, em setembro, chegou ao Brasil trazida pela Vivo e pela Claro, reproduziu aqui em escala maior um fenômeno observado antes na Europa e em parte dos Estados Unidos: o iPhone se tornou para muita gente a porta mais utilizada de entrada na internet.

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